Paternidade

Quinta, 31 de janeiro de 2019, às 11h26min / Daniel Biasoli

Ah, o papel do pai…

Você sabia que as tarefas de casa e as responsabilidades da família não tem patrimônio? Talvez você até saiba, mas o seu inconsciente machista em algum momento irá decepcionar algum pai (de verdade), simplesmente porque acabou subestimando a sua capacidade, como fizeram comigo por diversas vezes. A forma de magoar foi com perguntas inconsciente maldosas (como mencionei anteriormente), como as que seguem:

“- O Davi ficou com o Dani? E você não tem medo?”
“- Como você tem coragem de deixar o Davi sozinho com o pai?”

“- O Davi chorou muito com o Dani?”
“- Como o Dani fez para amamentar?” (Aqui por parte daqueles que nunca ouviram falar em máquina tira-leite)

Ontem, enquanto assistia ao Jornal do Almoço de Santa Catarina, da rede NSC-TV, uma das apresentadoras mencionava as qualidades e algumas dicas para se tornar um verdadeiro líder. Em uma das suas dicas sugeriu que cada um fizesse uma autocrítica e focasse na qualidade na qual poderia se tornar o melhor, se possível do mundo.

Confesso que refleti sobre o assunto e pensei: a única coisa que acho que posso ser o melhor é como pai, porque minha família é a única coisa que dá sentido a minha vida. É por isso que procuro me envolver ao máximo, desde que o Davi nasceu.

Cada vez que alguém perguntou à Daya como me saí sozinho com o Davi (ou até à mim), tenha certeza de que me deixou muito triste. Os questionamentos nunca são os mesmos quando ocorre o contrário, óbvio. As pessoas têm que entender que como pai, eu quero estar sempre presente, porque eu realmente amo, cuido e assumo toda a responsabilidade por aquilo que DÁ SENTIDO À MINHA VIDA.

Além disso, ao entrarem para o mercado de trabalho, as mulheres se tornaram financeiramente independentes do homem e este, SIM, deve dividir TODO O TRABALHO DOMÉSTICO.

Eu nunca tive problemas para trocar fraldas, amamentar, fazer dormir, trocar a roupa, dar banho ou mesmo dar aquele “rolezinho” com o bebê com a “viatura” da família ou a própria viatura do Davi. Sim, eu divido as tarefas da casa com a Daya: lavo roupas, cozinho, lavo e seco a louça com maestria, sempre que necessário. Aliás, não posso ver louça no escorredor, que preciso secar, minha mulher pode até confirmar e chama isso de “toque”!

Por sinal, juro que tenho vergonha de homem que não divide as tarefas familiares com a sua parceira. E não é só uma questão de aprender a cuidar da família. Quem ama não só aprende, como APERFEIÇOA! E é aqui que está o segredo da perfeição para que, quem sabe um dia, possa me tornar o melhor, se não do mundo, mas o melhor que poderei ser.

Para finalizar, um apelo: NUNCA DUVIDE DE UM PAI.


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